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É incrível como o tempo passa. Vemos pessoas que passam por nossas vidas indo embora. Vemos pessoas novas entrando em nossas vidas. Certas pessoas são passageiras em nossa mente, outras marcam nossa memória para sempre.
Certo dia estava saindo de casa para o curso e algo me chamou atenção. Normalmente estou atrasado e deixo de reparar as coisas a minha volta, mas esta situação foi um tanto quanto peculiar. Em frente a minha casa tem uma pequena escolhinha, daquelas que matriculamos nossos filhos mais para brincar do que para aprender. Mas como em toda escola, nela havia um porteiro. Este, um homem negro, alto, barrigudo e muito simpático (familiar para você?).
Fui reparando o quão feliz ele era. Brincava com todas as crianças que passavam, mexia com todos! Até a mim ele cumprimentou! Eu que nada tenho a ver com aquela escola ou com o próprio. Talvez aquele emprego não seja o que ele sonhou e almejou durante sua adolescencia ou até mesmo na fase adulta, mas sem dúvidas estava feliz ali. E fazia questão de passar sua felicidade para os outros. Curioso, muito curioso.
Então fui me lembrando de todas essas pessoas, que parecem não ter importancia para nós, mas que um dia nossos olhos enxerão de lágrimas ao nos lembrarmos da cobrança de caderneta, das “ajudinhas” para entrar atrasado, do “boa tarde rapaz”. Sem dúvida eles devem ser lembrados, e serão. Queira você ou não.
Talvez entregue esse texto aquele porteiro tão simpático que me cumprimentou e me fez lembrar, pensar e recordar isso tudo. Talvez, eu guarde para mim. Talvez eu nem salve no meu computador este texto. Mas com relevancia ou não, eles continuam lá, tomando conta da porta, tomando conta de provas... tomando conta de nossas vidas. Para que um dia possam ouvir um “Obrigado por tudo.”.
Current Music: Além do que se vê - Los Hermanos
quarta-feira, 8 de abril de 2009
segunda-feira, 6 de abril de 2009
Do vácuo
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Do silêncio...
E das rosas...
Lá vai, vai... vai
Você.
Current Music: God Gave Rock and Roll to You - Kiss
Do silêncio...
E das rosas...
Lá vai, vai... vai
Você.
Current Music: God Gave Rock and Roll to You - Kiss
quinta-feira, 2 de abril de 2009
Da Falta de Coragem
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Estava eu naquele ônibus lotado. E ela sentada ao fundo, sozinha. Eu ouvia a música que tocava alta em meu iPod enquanto observava seus traços pelo reflexo do meu chaveiro. Era doce, serena... e algo nela me atraia. Parecia segura de si, parecia estática em seus pensamentos. Vestia verde e branco, calçava uma bota e não alisava o cabelo. Utopicamente falando parecia um delírio.
Mas para mim aquela cadeira parecia distante. Não, não eram as pessoas do caminho que me impediam. Era a minha inércia. Minha falta de fé. Minha falta de coragem.
Hoje me vejo frágil. Fraco. E despercebido vou passando pela vida daqueles a minha volta, sendo apenas aquele que podia ter feito algo e não fez.
Então chegou a hora de deixar o ônibus. Puxei o sinal e mais algumas pessoas se locomoveram em direção a porta. Era minha vez, o ponto da minha casa estava ali. Dei um passo para o lado, deixei o senhor que estava atrás de mim passar e me sentei ao lado da menina. Deixei o ponto passar. Deixei minha casa passar... não poderia deixar ela passar!
Tomado pela covardia, olhei para baixo. Aumentei o som da música e tentei esquecer que estava ali. Eis que ela virou para mim, ajeitou a boina cor de salmão e disse:
- Sabe onde fica o Centro Cultural Banco do Brasil? - Olhou suavemente
- É no próximo ponto. - Até minhas palpebras tremiam
Assim que o sinal tocou, descemos. O ônibus tomava seu rumo, se perdendo na chuva fina que caia. Andamos sobre o tempo, sem remediar. Chegava a hora de tomarmos nosso caminho. E por lá chovia. Muito.
- Aceita um café?
- ... por que não?
Current Music: Where is My Mind? - Pixies
Estava eu naquele ônibus lotado. E ela sentada ao fundo, sozinha. Eu ouvia a música que tocava alta em meu iPod enquanto observava seus traços pelo reflexo do meu chaveiro. Era doce, serena... e algo nela me atraia. Parecia segura de si, parecia estática em seus pensamentos. Vestia verde e branco, calçava uma bota e não alisava o cabelo. Utopicamente falando parecia um delírio.
Mas para mim aquela cadeira parecia distante. Não, não eram as pessoas do caminho que me impediam. Era a minha inércia. Minha falta de fé. Minha falta de coragem.
Hoje me vejo frágil. Fraco. E despercebido vou passando pela vida daqueles a minha volta, sendo apenas aquele que podia ter feito algo e não fez.
Então chegou a hora de deixar o ônibus. Puxei o sinal e mais algumas pessoas se locomoveram em direção a porta. Era minha vez, o ponto da minha casa estava ali. Dei um passo para o lado, deixei o senhor que estava atrás de mim passar e me sentei ao lado da menina. Deixei o ponto passar. Deixei minha casa passar... não poderia deixar ela passar!
Tomado pela covardia, olhei para baixo. Aumentei o som da música e tentei esquecer que estava ali. Eis que ela virou para mim, ajeitou a boina cor de salmão e disse:
- Sabe onde fica o Centro Cultural Banco do Brasil? - Olhou suavemente
- É no próximo ponto. - Até minhas palpebras tremiam
Assim que o sinal tocou, descemos. O ônibus tomava seu rumo, se perdendo na chuva fina que caia. Andamos sobre o tempo, sem remediar. Chegava a hora de tomarmos nosso caminho. E por lá chovia. Muito.
- Aceita um café?
- ... por que não?
Current Music: Where is My Mind? - Pixies
sexta-feira, 27 de março de 2009
Textos Perdidos das Páginas Mágicas (Texto 8 de 8)
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Palpitações e Violinos
No verão sou rabugento
Irritado, mau-humorado... calorento
Não suporto companhia
Amigos, vizinhos ou visitas
Só quero me recolher no meu canto
Sozinho com meus delírios
No outono sou calado
Observador, analítico... apaixonado
Me lembro dos anos passados
Dos amores, devaneios e até magoas
Gosto de remoer o que deixei de lado
Tomar um vinho e sonhar parado
No inverno sou até feliz
De vez enquando saio, e até caminho
Visito amigos que quase não vejo
Abro mais vinhos e realizo desejos
Fico vulnerável e até anceio
Que volte a amar sem dor ou medo
Na primavera sou romântico
Ouço Vivaldi e compro diamantes
Ligo diariamente para meu grande amor
Cuido, abraço... não esqueço
Escrevo cartas e poesias
Reelembro dos sorrisos e palpitações
Que me tomam noite e dia
Current Music: Roads - Portishead
Palpitações e Violinos
No verão sou rabugento
Irritado, mau-humorado... calorento
Não suporto companhia
Amigos, vizinhos ou visitas
Só quero me recolher no meu canto
Sozinho com meus delírios
No outono sou calado
Observador, analítico... apaixonado
Me lembro dos anos passados
Dos amores, devaneios e até magoas
Gosto de remoer o que deixei de lado
Tomar um vinho e sonhar parado
No inverno sou até feliz
De vez enquando saio, e até caminho
Visito amigos que quase não vejo
Abro mais vinhos e realizo desejos
Fico vulnerável e até anceio
Que volte a amar sem dor ou medo
Na primavera sou romântico
Ouço Vivaldi e compro diamantes
Ligo diariamente para meu grande amor
Cuido, abraço... não esqueço
Escrevo cartas e poesias
Reelembro dos sorrisos e palpitações
Que me tomam noite e dia
Current Music: Roads - Portishead
domingo, 15 de março de 2009
Devagar
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A mente nos pede pra parar
Dizendo o certo, como somos
De medo em medo
Acima das luzes que tocamos com os dedos
Das palavras que nos diziam
Da estrada do vale Calado, distraido... além das luzes
Posso repousar e parar
Para assim seguir sozinho
Com você em meu silêncio
Quebrando aquela distância
Que não podemos tocar
E continuo tentando, com as lágrimas que desenhei
Além dos sonhos que chorei
Revivendo a pausa que me deixou
Calado, além das luzes
Current Music: Showbiz (Muse)
A mente nos pede pra parar
Dizendo o certo, como somos
De medo em medo
Acima das luzes que tocamos com os dedos
Das palavras que nos diziam
Da estrada do vale Calado, distraido... além das luzes
Posso repousar e parar
Para assim seguir sozinho
Com você em meu silêncio
Quebrando aquela distância
Que não podemos tocar
E continuo tentando, com as lágrimas que desenhei
Além dos sonhos que chorei
Revivendo a pausa que me deixou
Calado, além das luzes
Current Music: Showbiz (Muse)
quinta-feira, 12 de março de 2009
Textos Perdidos das Páginas Mágicas (Texto 7 de 8)
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Boêmia II
Então eu, um bardo sem capa e mágica
Com o banjo e minha "caninha" em punhos
Hei de cantarolar, como a doutrina diz
"Que sejas puro e solitário por vós
Outra vez, vamos lá... cantarole"
Hei de errar a esquina da Atlântica
Que marquei de novamente chorar
Repetirei tudo outra vez, por você meu bem
Ah, como perdi a prática...
E dos boêmios de sapatos que irei pedir
A nota que começa esse meu clamor
No limiar da saudade que senti
Sem a lua para me acudir, outra vez
Então me diga, cigana sem o Ás na manga
Hei de ser o que sonhei?
Acho que não, então talvez
Beberei, beberei... e beberei.
Current Music: Videotape - Radiohead
Boêmia II
Então eu, um bardo sem capa e mágica
Com o banjo e minha "caninha" em punhos
Hei de cantarolar, como a doutrina diz
"Que sejas puro e solitário por vós
Outra vez, vamos lá... cantarole"
Hei de errar a esquina da Atlântica
Que marquei de novamente chorar
Repetirei tudo outra vez, por você meu bem
Ah, como perdi a prática...
E dos boêmios de sapatos que irei pedir
A nota que começa esse meu clamor
No limiar da saudade que senti
Sem a lua para me acudir, outra vez
Então me diga, cigana sem o Ás na manga
Hei de ser o que sonhei?
Acho que não, então talvez
Beberei, beberei... e beberei.
Current Music: Videotape - Radiohead
quarta-feira, 4 de março de 2009
Do Caminho para o Por do Sol
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As vezes me irrito com esse teu jeito
De mentir enquanto tenta dizer a verdade
E me enganar quando tenta me esclarecer as coisas
As vezes me incomoda essa festa que faz ao me ver
Mesmo quando isso me alegra
E ao inves de falar acaba se calando pra mim
Mas é do teu silencio que tiro minhas melhores palavras
Porque é teu sorriso que me desperta
E é em seus braços que me encontro
A minha menina, só minha... minha apenas
Queria que nosso abraço fosse o simbolo de tudo
Para assim ficamos sempre juntos sem medo
As vezes o medo me engana e me acovarda
Porque das palavras que digo as vezes saem em gritos
Então me calo novamente esperando o amanhecer
Para que possamos juntos ver de novo
O que desenhei para você aquela vez
Mas lembrando que tudo isso é só as vezes
E o as vezes "passa como passarinho", já dizia o poeta
Mas não irei nunca esquecer
Que as vezes te amo e as vezes te odeio
E as vezes... sinto falta de você
Current Music: Tá bom (Los Hermanos)
As vezes me irrito com esse teu jeito
De mentir enquanto tenta dizer a verdade
E me enganar quando tenta me esclarecer as coisas
As vezes me incomoda essa festa que faz ao me ver
Mesmo quando isso me alegra
E ao inves de falar acaba se calando pra mim
Mas é do teu silencio que tiro minhas melhores palavras
Porque é teu sorriso que me desperta
E é em seus braços que me encontro
A minha menina, só minha... minha apenas
Queria que nosso abraço fosse o simbolo de tudo
Para assim ficamos sempre juntos sem medo
As vezes o medo me engana e me acovarda
Porque das palavras que digo as vezes saem em gritos
Então me calo novamente esperando o amanhecer
Para que possamos juntos ver de novo
O que desenhei para você aquela vez
Mas lembrando que tudo isso é só as vezes
E o as vezes "passa como passarinho", já dizia o poeta
Mas não irei nunca esquecer
Que as vezes te amo e as vezes te odeio
E as vezes... sinto falta de você
Current Music: Tá bom (Los Hermanos)
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